sexta-feira, novembro 14, 2008

31 semanas já cá cantam

UFFF
isto de estar gravidinha é uma experiencia que recomendo a qualquer um.Mas... quanto mais me dizem que tenho de abrandar parece que mais coisas surgem. Como a futura mamã se prepara para umas "férias" prolongadas tá de pedir tudo e mais alguma coisa antes que ela decida dedicar-se à maternidade! que canseira nem dá para os pequenos luxos como escrever no blog!

mas começando o onde fiquei.
Lá pelas 15 semanas a pipoca passou a O pipoco. O pequeno não é nada envergonhado e mostrou bem mostrado que é um rapagão.
às 21 semanas deu-se mais um momento mágico! na eco morfologica os pais muito babados ouviram um dos sons mais bonitos (bem o mais bonito sem dúvida) da face da Terra... o bater acelerado do coraçãozinho do rebentinho.
a gravidez correu sem grandes obstaculos até às 24 semanas. Nessa altura o João pipoca (João Miguel prós amigos) decidiu que a mãe andava demasiado acelerada e tá de subornar o utero que se começou a contrair a contrair e levou a que a mamã ficasse em semi-castigo e tivesse de fazer o maximo de repouso possivel sem deixar de trabalhar. Lá se foi o futebol!!!! e a natação... e... e... e... mas como milagres não aparecem todos os dias e nem em todos os momentos... por isso o sacrificio valeu bem a pena! só resmunguei porque se não iam achar que eu estava mesmo muito doente! hehehehehehe

nas várias ecos o Joãozinho miguel... orgulho do pai e da mãe... foi sempre mostrando que é um querido e fofo e desavergonhado (faz sempre questão de confirmar que é menino) mas também quando decide adormecer não há quem o acorde!

ele é muito amigo da mãe, não incomoda muito, deixa dormir mais ou menos sossegada.... e mexe muito muito para que a mama não fique demasiado preocupada. Mas do que ele gosta é de conversar com o pai todas as noites! mexe mexe mexe, encosta encosta... e a mãe é que tem de ficar quieta para não incomodar os "homens" que ficam no lero lero.

pelas 27 semanas o João achou que seria engraçado experimentar a posição de morcego (cabeça para baixo) e depois... não virou mais por isso lá anda a fazer ginastica e contorcionismo e a sentir o mundo de pernas para o ar. nos entretantos descobriu pequenas formas de "torturar" a mãe... empurra a bexiga e obriga-a a ir a correr à "casinha"; depois estica-se todo e deixa a mãe toda torta com receio de o trilhar, ...

e chegamos às 31 semanas... nova eco com direito a medição de tudo e mais alguma coisa... incluindo um coração de mãe muito apertadinho! pois é pois é... a mamã engorda demais e o João Miguel engorda demenos! baixou o percentil... e acabou o sossego da mãe. o pai claro que é mais ponderado e repete 10 vezes ao dia que a médica disse que estava dentro do normal... blablabla! mas nada faz desaparecer a preocupação do comentário: "mas se continuar a não manter o percentil lá teremos de o pôr cá fora" ... Hei! o contrato de aluguer só termina em Janeiro não me parece nada bem abandonar uma casinha tão porreira antes do tempo!
e é assim! noticias registadas.

terça-feira, junho 24, 2008

eco das 12 semanas (às 11semanas)

heheheheh

pois é ...
o inicio foi atribulado , quase digno de filme cómico.
Supostamente tinha de ir de bexiga cheia... bolas ia ficando tolinha, jurei pelo mens 20 x que me ia descontrolar ali mm no meio do corredor do hospital. Mas lá chegou a minha vez, e não houve azar nenhum... afinal de contas até estava cheia demais e tive de aliviar a pressão.

No inicio a eco foi externa mas não deu pra ver nada de jeito por isso lá se tentou pela via endovaginal...
OHHHHH.... que delirio....
o pimpolhito estava a dormir e não queria mexer... mas depois de acordar deu um ar da sua graça, cheio de energia como a mãmã que ficou completamente derretida.
Mostrou tudinho, mãos, pés, cabecita, nariz e boca e olhos... deixou contar os deditos das mãos ... deu piruetas ... só faltou mandar beijinhos! HEHEHE

agora... é aproveitar este calorzinho que enche o coração até à proxima eco.

quarta-feira, abril 30, 2008

CHEGOU A CARTA

que alegria tão grande!!! sei bem que é um pequenino passo mas... neste momento é tão importante que mais vale ficar feliz!
chegou a tão ansiada carta. 11 de junho vai ser um dia imoportante! Finalmente algo acontece!!

agora a espera é outra... com data de fim, com objectivo.

melhor um pouco

quinta-feira, abril 17, 2008

a espera ... a eterna espera

E passa o tempo devagar devagarinho

a peregrinação à caixa do correio mantém-se. Receio mesmo que se torne numa compulsão perguntar ao entrar em casa: "a carteira passou?""há "carta"?"

ao fim de muito ponderar, de ganhar coragem e depois perde-la, lá me decidi a ligar. A espera estava a matar-me! começa logo mal: "esterilidade, B'dia!" - que calafrio! não gostei! não me senti bem.

bem mas passando ao que realmente me importa:
depois de muito esperar e de me perguntarem 5 vezes o nome, lá me encontraram no monte dos "pedidos". Há pedido mas não há decisão. A sra dra tem de analisar cada caso e ponderar e pelos vistos nem analisou nem ponderou por isso... espere. Espere sem prognóstico de fim de espera.
Detesto esperar!

sexta-feira, março 28, 2008

SENTIR QUE SE ESTÁ SÓ

E lá passam mais uns dias...
ultimamente parece que cada dia demora a eternidade e mais um pouco a passar mas quando dou por ela a semana está a acabar e eu não fiz nada do que queria ter feito... aquelas coisas todas que se coloca na lista do "a fazer...".
a preocupação e a ansiedade por tudo o que se passa neste momento na minha vida não me deixa ser tão eficiente quanto desejo... ou quanto seria desejável
por mais que tente não pensar não consigo... simplesmente não consigo...
e a aparente calma e resignação de quem está ao meu lado nem sempre ajuda... será de mim? estarei errada? será que não devia sentir o que sinto, pensar como penso, desejar o que desejo?

e todos os dias a peregrinação à caixa do correio na esperança de lá encontrar a tal carta que vai ditar até quando tenho de esperar para eventualmente explorar novos caminhos...

e há aquela revoltasinha por fazer sacrificio atrás de sacrificio e não ver resultados...

primeiro é não ir ao GYM porque pode prejudicar sabe-se lá bem o quê... agora é tens de ir e emagrescer (mas não te ponhas com maluqueiras nem recorras a "ajudinhas" que pode não ser bom) ... e muda de hábitos ... e "sabes as bolachas e os maltesers que usas como "lift" do humor? não comas mais"... e são os comprimidinhos para ajudar a resolver um problema que ninguém disse claramente que se tem...

e não desanimes... não dês parte de fraca... pensa em quem está ao teu lado e no quão culpado se sente... BOLAS ... mas é a minha vida que está de cangalhas... entendo que sofra... sofremos os dois... mas...
.... .... às vezes sabia bem algum apoio diferente da saladinha (sem HC', nem carne ou peixe, nem molhos) para o jantar... não é que não aprecie o carinho, e a meiguice com que o faz ...
mas cansa um pouco estar a remar a remar... e haver outras coisas, diferentes... normais entre pessoas que se amam que não acontecem...
... tenho medo... muito medo...

talvez este não seja o caminho.

terça-feira, março 11, 2008

CAINDO NA REALIDADE

Por vezes tudo se torna, ou parece, mais importante que parar e olhar para o espelho.
Os "meus meninos" de um lado e do outro, aqueles que não me pertencem mas que preenchem grande parte dos meus dias e dos meus pensamentos, os trabalhos (uns mais prazerosos de fazer que outros), as obrigações em casa, ... tudo... tudo parece bem mais importante, tudo parece ter prioridade. E passam os dias, a correr, a correr muito e o "espelho" fica largado num canto, à espera do momento ideal para parar... pensar... sentir... escrever.

Engraçado como o que uns meses antes permitiu pintar de mil cores um mundo que parecia algo monótono e muitas vezes cinzentão de repente se transforma no motivo de dias negros, tempestuosos, morrinhentos, sei lá...

Chove mais cá dentro que lá fora e não posso saber ao certo quando terminará a "estação das Monções".
E fazemo-nos fortes, ou pelo menos tentamos parece-lo, por nós pelos anjinhos muito queridos que nos rodeiam, pela imagem que todos defendem de que nada disto é dramático... e não é... ou... se calhar é...
Que mundo estranho este em que não nos damos o direito de mostrar abertamente o sofrimento pelos projectos adiados, alterados, ...
Não é que pense propriamente na injustiça de não poder ter o que desejo da mesma forma perfeita e natural da maioria das pessoas, nem sei bem se se trata de injustiça ou de simples azar ... mas por uma vez gostava de não ter de ir pelo caminho das montanhas para chegar onde muitos outros chegam pelos vales verdejantes.

e é a espera ... a eterna espera... mesmo quando queremos correr... voar... e por todo o lado aparecem sinais de STOP... para , espera, tem paciência... muita paciência

"porta-te bem"... "não resmungues"...
"não mostres que sofres"... não sofras... não adianta de nada... "afinal " o que não tem remédio remediado está" e tu tens montes de soluções" ... certo? fácil falar... mais dificil sentir, saber , digerir...

sim os primeiros dias depois das "boas noticias" pareceram bem menos dramáticos que o previsivel... mas agora? agora a sensação de estar a andar devagar devagarinho quase quase parado deixa demasiado espaço para pensar, ponderar, ruminar...

eu sei que vivo demasiado no imediato, que quero sempre tudo para ontem mas... 2/3 meses tv 6M daqui de onde estou parece uma eternidade para esperar para talvez pensar em agir... o vazio dificilmente me acalma... preciso de prazos, tempos, acção e não de previsibilidades... respostas concretas com algo a que me agarrar...
Talvez seja o "cosmos" a dizer-me que não é esta a minha missão... talvez deva satisfazer-me com "olhar pela montra da loja de brinquedos" sem almejar levar um comigo para casa.

terça-feira, junho 12, 2007

mais um...

pois é... pois é....

e na lufa lufa da vida (mais desorganizada que realmente preenchida e produtiva) passam-se meses em que se pensa muitas vezes em escrever mais umas linhas e em que o dia acaba sem se ter tirado esses preciosos minutos.

dos novos/velhos projectos tudo na mesma... tudo muito igual.
Uns meninos surgem no panorama de trabalho enquanto outros ...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

tenho ouvido esta música na rádio e... encaixa bem demais no que tenho andado a pensar:


wanna be numb
I don't wanna feel this pain no more
Wanna lose touch
I just wanna go and lock the door
I don't wanna think
I don't wanna feel nothing,
I wanna be numb
I just wanna be,
wanna be taken away from all the madness
Need to escape, escape from the pain
I'm out on the edge, about to lose my mind
For a little while, for a little while
I wanna be numb

terça-feira, janeiro 09, 2007

mais um que recebi e gostei

Estamos no início de 2007.
O Ano Novo está agora na tua estação.
Se não puderes ser o maquinista, ue sejas o seu mais divertido passageiro.
Procura um lugar próximo à janela desfruta cada uma das paisagens que o tempo te oferece o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não te assustes com os abismos, em com as curvas que não te deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procura curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobra o mapa. Presta atenção a cada ponto, e fica atento ao apito da partida.
E quando decidires descer na estação onde a esperança te acenou não hesites.
Desembarca nela os teus sonhos...
Desejo que a tua viagem pelos dias de 2007, seja de PRIMEIRA CLASSE

terça-feira, janeiro 02, 2007

conselho de pai

Faz favor de não deitar esta mensagem ao lixo e de a reler até a ter interiorizado ...o que demora, para aí, uma quantidade de tempo. Um ano? Quando estiver assimilada e vivida notar-se-á e então estás autorizada a guarda-la para qualquer recaída.Um milhão de beijos dos Pais que só querem que sejas feliz e assumas as imensas qualidades que tens.´

"A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? - Pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso.
Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.
E se justamente agora isto não funcionar?
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.
Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.
Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar. Pense nisso!!
e NUNCA esqueça: Sua presença é um presente para o mundo.
Você é único e só há um igual a você.
Sua vida pode ser o que quiser que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte suas bênçãos, não seus problemas.
Você os superará venha o que vier.
Dentro de você há muitas respostas.
Compreenda, tenha coragem, seja forte.
Não coloque limites em si mesmo.
Muitos sonhos estão esperando para serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixada ao acaso.
Alcance seu máximo, seu melhor e seu prêmio.
Nada consome mais energia do que a preocupação.
Quanto mais tempo se carrega um problema, mais pesado ele fica.
Não leve as coisas tão a sério.
Viva uma vida de serenidade, não de arrependimentos.
Lembre-se de que um pouco de amor dura muito.
Lembre-se muito disso: dura para sempre.
Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são todas as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça coisas simples e de forma simples.
Tenha saúde, esperança e felicidade.
Encontre tempo para fazer pedidos a uma estrela.
E nunca, jamais, esqueça, por sequer um dia o quanto você é especial !!!"

mandaram-me... gostei

Receita para um Ano Feliz:
Tome 12 meses completos.
Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.
Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhetodos ao mesmo tempo. Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:
- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho
Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.
Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e umaparte de entrega. Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.
Coloque tudo num recipiente de amor.
Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.
Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Decisão

às vezes as pequenas coisas transformam-se em grandes decisões.
os tempos na vida de uma mulher regem-se, sem qualquer dúvida, por leis bem diferentes dos dos homens. Assim sendo, a tomada de decisões tão simples ( e tão tão complexas) como quando será a melhor altura para finalmente começar a tratar da carta á "cegonha", assume uma relevância e premência inesperadas.

Deixando de lado o pensamento filosófico, heheheh....
há uns dias um comentário brincalhão despoletou uma cascata de acontecimentos e conversas que terminou em... "vamos em frente?"
pois é! e agora.. que emoção! ... começam os preparativos... vai realmente acontecer... aproxima-se um pouco mais o momento de começar a existir um João Miguel/Mariana reais, físicos, nas nossas vidas.
Até aqui eles eram sonhos, projectos muito desejados, frutos da nossa imaginação conjunta (ou não tivessem eles começado a mandar pequenas cartas e presentes ao "pai" já há algum tempo). Agora ... continuam no reino do desejo mas a decisão já foi tomada e começamos a preparar-nos para os receber de braços e corações abertos.

Estou feliz e o mundo parece um lugar um pouco mais bonito porque em cada esquina consigo imaginar o meu tesouro a brincar às escondidas.
Derreto-me com a ideia de poder vir a ficar grávida, de ver a barriga cresecer sabendo o que se esconde lá dentro (bem protegido, e quentinho), com a ideia de segurar nos braços esse serzinho mágico programado para tornar a minha vida num tumulto.

O parto assusta-me sim... fico aterrorizada imaginando no tipo de mãe que me vou revelar... mas por agora... enquanto tudo se encaminha... prefiro ficar-me pelo sentimento de antecipação.

quarta-feira, novembro 22, 2006

uns dias piores que outros

às vezes temos de parar... respirar fundo ... e optar. Mas ao fazê-lo sentir-se bem consciente de que o resto do dia (um de cada vez... sempre) depende dessa opção.

Hoje decidi levantar a cabeça, atravessar a porta que tinha à frente e durante um bocadinho esquecer o quão triste, e perdida, e revoltada e frustrada e injustiçada e... quão desesperada e derrotada me sentia.
Levantar simplesmente o nariz, sorrir e fazer de palhaço (a imagem da alegria por fora, mas só por fora, aí onde o resto do mundo vive). Por algumas horas resultou. Afinal a "conversinha " da manhã não foi assim tão grave! Que interessa se todos fazem o que querem? Que importa se se ouvem palavras menos justas, comentários menos merecidos (ou pelo menos sentidos como tal), gritos de uma fúria que se julga não ter provocado/merecido? Por umas horas fui "rainha do meu quintal", dominei o espaço, dominei a vontade, FUI GRANDE!!! sorri, brinquei, trabalhei, acariciei... que sentimento fantástico!!!
E no finzinho da manhã... a doce recompensa inesperada! os sorrisos, os beijos lambuzados, o ouvir o meu nome dito com tanto carinho, sentir os XIs apertadinhos de quem so abraça quem quer quando quer. Que ego não cresce nesses momentos? Quem consegue não sorrir? Eu não concerteza.
Quem me dera que todo o dia fosse assim. Quem dera que todos os dias fossem assim.

Mas não são.

quinta-feira, outubro 19, 2006

lá fora chove como cá dentro

Há realmente equilibrios instáveis que não devem ser perturbados. os últimos dias foram demasiado complicados para serem verdade...
não quero ser assim...

terça-feira, outubro 17, 2006

De Volta...

Por onde começar?
Bolas... de tanto fugir a ter de enfrentar a "página" vazia parece que se perde a prática de passar para as teclas o que se pensa e sente. Mesmo assim talvez valha a pena (re) tentar.

os últimos tempos têm sido... penosos.
Não consigo decidir o que me cansa mais: se a forma de pensar e agir das pessoas, se a minha.
Gostava de ser capaz de simplesmente desligar o fusível e dar uma de "bela adormecida", dormir na minha caixinha de cristal até lá fora estar tudo resolvido. Também não era mau ter a capacidade de desligar o "complicometro", desmontar todos os obstáculos intransponíveis que vejo no meu caminho e ultrapassá-los um bocadinho de cada vez. Talvez assim fosse mais fácil não?
Mas o facto é que ainda não consegui aprender a deixar de sentir. E, acima de tudo, deixar de pensar e repensar nas coisas. Será defeito ou feitio?

Hoje fui "visitar" o meu "Dr. dos parafusos". por vezes interrogo-me se essa não será mais uma forma de "fuga", ou talvez uma muleta emocional. O facto é que se normalmente me "deixo andar" nesta semi-vida cinzentona, quando se aproxima a data da marcação dou por mim a rever mentalmente o que precisa de ser dito e a anlisar mais a fundo as situações dramáticas que tanto influenciaram a minha vida nesse período. Será bem fazer isso? Não sei. mas de qualquer maneira eu acho positivo. pelo menos sempre dá para relativizar algumas coisitas. Mas hoje... não senti que tivesse corrido bem... saí carregadinha de questões, dúvidas, ... sei lá!

segunda-feira, julho 10, 2006

REVOLTA POR SER CABEÇA NO AR

A última semana foi dificil de ultrapassar.
Para começar bem mal... se é que a expressão existe!... de regresso a casa, com a cabeça a mil pelas coisas que ficaram por fazer, um encontro indesejado e suficiente perturbador para marcar o espirito do resto da semana.
Quantos de nós não andam pelas ruas imersos em pensamentos, tentando ocupar o tempo "perdido" entre a chegada e a partida com a organização do que é necessário fazer? Andava eu perdida em devaneio quando um tarado (em termos bem comuns e sem floreados) se atirou para cima de mim. E eu com a cabeça tão longe, mas tão tão longe que nem consegui reagir!
Se o acontecimento em si já é perturbador, o não ter reagido deixa-me furiosa e revoltada comigo mesma. tanta coisa que podertia ter feito (gritar não me valeu de muito já que quem ia a passar não fez se quer um gesto para me acudir!), um simples movimento mais brusco teria concerteza feito grande diferença! e eu ali bloqueada!

Mas valham as pequenas vitórias (e anos de estudo claro!) que me permitiram não me fechar na concha de "vitima desprotegida e traumatizada" e levantar o nariz bem alto e seguir com a vidinha, aparentando a segurança de quem não se deixará apanhar novamente desaprevenida. é lógico que tanta segurança não é totalmente real mas, pelo menos, permitiu-me fazer o mesmo percurso vezes e vezes durante a semana, até que o coração já não disparasse só de entrar na rua.

quinta-feira, junho 22, 2006

PORQUE AINDA HÁ DIAS BONS

VIVA OS DIAS BONS!
viva os dias em que se acorda "de sol" apesar de lá fora estar enublado, os dias em que se está bem disposto, em que apesar de não se estar cheio de certezas... isso também não importa. Viva os dias em que se sorri por sorrir e em que se diz BOM_DIA com enfase no BOM!

hoje saí de casa sem aquele amargo de boca que já se torna tradicional, o coração a bater calminho, o humor sereno (nem de rastos nem nos pincaros). Fiz o que tinha a fazer... bem, nem tudo mas ... quem está a contabilizar? conversei um pouco, ri um pouco, ajudei um pouco. Foi bom.
Fui à escola e acabei a colaborar no desenho dos cenários da festa de fim de ano, foi bem porreiro! Hoje senti que pertenço um bocadinho ali. é bom pertencer.

quarta-feira, junho 21, 2006

hoje senti-me só. tão incrivelmente só que a alegria que explodia lá fora foi incapaz de me tocar.
hoje precisei de ouvir uma voz "amiga" que não chegou, mesmo tendo hora marcada para ligar; precisei de um "colo" confortável onde me aninhar, um "porto seguro" onde me recolher um pouco e recuperar forças, e quando olhei ... não estava lá.

convencemo-nos que quando precisamos muito, quando nem tudo corre bem, haverá sempre alguém que sente a nossa aflição e que, mesmo sem termos pedido, aparece e estende uma mão, oferece um ombro, e diz as palavras mágicas que fazem sumir em menos de nada os probleminhas tolos, as inseguranças, a solidão... mas nem sempre é assim. às vezes tornamo-nos tão pequenos, tão insignificantes perante as inúmeras voltas da vida, que ficamos como que invisiveis... mesmo aos olhos daquelas pessoas para quem achamos que seremos sempre prioridades.

segunda-feira, junho 05, 2006



nos últimos dias várias pessoas me enviaram este excerto. Podia tê-lo tratado como a todas as outras mensagens recorrentes que recebo... mas esta tocou-me. neste momento da minha vida em que me sinto algo perdida, em que sei que a Vida me deu muito de bom mas que não me sinto satisfeita com o que tenho, muito menos comigo mesma... este texto toca bem fundo.

eu acredito que somos plenamente responsáveis pela gestão da nossa VIDA, somos nós próprios os seus construtores e também os seus "melhores" demolidores com a nossa permanente insegurança, com os medos, com o receio de que alguém olhe para nós por mais do que um mero instante e veja para além da personagem que tanto nos custa manter.

sexta-feira, junho 02, 2006

é sempre complicado começar...
o que hei-de dizer?
será a minha vida tão interessante que justifique ter um blog...
mas no fundo não se trata puramente de escrever para outros lerem... é mais para "despejar" pensamentos, opiniões, desejos... dizer asneiras sem a eterna critica...

hoje, eu gostaria simplesmente de ser capaz de começar de novo.

Tenho um novo visual, ao qual ainda não me habituei, e que é uma espécie de externalização do que sinto... se hoje olho ao espelho e não me reconheço, se não me sinto totalmente à vontade com a minha imagem, já faz muito tempo que sinto viver num "corpo" desajeitado no qual eu própria não encaixo bem. que ideia estranha! não encaixar bem no próprio "eu".

bem dizia a mamã que a ver as coisas como as vejo tem de ser muito dificil viver! e não é?
Nada é exectamente o que se pensa e as coisas nunca acontecem como se imaginou, fica-se sempre um pouquinho aquém ... falta sempre o tal Danoninho, um bocadinho "assim" que faz toda a diferença. as conquistas nunca são completas.

Se noutros dias a maior vontade é parar, sentar no chão, chorar e esperar que passe... que a vida avance e se esqueça de me levar, que me dê tempo para procurar o que quer que seja que perdi lá mais atrás no caminho, e que me impede de pertencer ao grupo dos "fantásticos" - aqueles que são o que sempre quiseram ser, e que todos acham que eles deveriam ser, os que são aceites por mais calinadas que façam, os sociais e sociáveis... Hoje acho que gostaria de começar de novo. Sorrir mais, dizer as palavras certas nos momentos certos, ser e sentir-me adequada neste teatrinho.