A última semana foi dificil de ultrapassar.
Para começar bem mal... se é que a expressão existe!... de regresso a casa, com a cabeça a mil pelas coisas que ficaram por fazer, um encontro indesejado e suficiente perturbador para marcar o espirito do resto da semana.
Quantos de nós não andam pelas ruas imersos em pensamentos, tentando ocupar o tempo "perdido" entre a chegada e a partida com a organização do que é necessário fazer? Andava eu perdida em devaneio quando um tarado (em termos bem comuns e sem floreados) se atirou para cima de mim. E eu com a cabeça tão longe, mas tão tão longe que nem consegui reagir!
Se o acontecimento em si já é perturbador, o não ter reagido deixa-me furiosa e revoltada comigo mesma. tanta coisa que podertia ter feito (gritar não me valeu de muito já que quem ia a passar não fez se quer um gesto para me acudir!), um simples movimento mais brusco teria concerteza feito grande diferença! e eu ali bloqueada!
Mas valham as pequenas vitórias (e anos de estudo claro!) que me permitiram não me fechar na concha de "vitima desprotegida e traumatizada" e levantar o nariz bem alto e seguir com a vidinha, aparentando a segurança de quem não se deixará apanhar novamente desaprevenida. é lógico que tanta segurança não é totalmente real mas, pelo menos, permitiu-me fazer o mesmo percurso vezes e vezes durante a semana, até que o coração já não disparasse só de entrar na rua.
segunda-feira, julho 10, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
PORQUE AINDA HÁ DIAS BONS
VIVA OS DIAS BONS!
viva os dias em que se acorda "de sol" apesar de lá fora estar enublado, os dias em que se está bem disposto, em que apesar de não se estar cheio de certezas... isso também não importa. Viva os dias em que se sorri por sorrir e em que se diz BOM_DIA com enfase no BOM!
hoje saí de casa sem aquele amargo de boca que já se torna tradicional, o coração a bater calminho, o humor sereno (nem de rastos nem nos pincaros). Fiz o que tinha a fazer... bem, nem tudo mas ... quem está a contabilizar? conversei um pouco, ri um pouco, ajudei um pouco. Foi bom.
Fui à escola e acabei a colaborar no desenho dos cenários da festa de fim de ano, foi bem porreiro! Hoje senti que pertenço um bocadinho ali. é bom pertencer.
viva os dias em que se acorda "de sol" apesar de lá fora estar enublado, os dias em que se está bem disposto, em que apesar de não se estar cheio de certezas... isso também não importa. Viva os dias em que se sorri por sorrir e em que se diz BOM_DIA com enfase no BOM!
hoje saí de casa sem aquele amargo de boca que já se torna tradicional, o coração a bater calminho, o humor sereno (nem de rastos nem nos pincaros). Fiz o que tinha a fazer... bem, nem tudo mas ... quem está a contabilizar? conversei um pouco, ri um pouco, ajudei um pouco. Foi bom.
Fui à escola e acabei a colaborar no desenho dos cenários da festa de fim de ano, foi bem porreiro! Hoje senti que pertenço um bocadinho ali. é bom pertencer.
quarta-feira, junho 21, 2006
hoje senti-me só. tão incrivelmente só que a alegria que explodia lá fora foi incapaz de me tocar.
hoje precisei de ouvir uma voz "amiga" que não chegou, mesmo tendo hora marcada para ligar; precisei de um "colo" confortável onde me aninhar, um "porto seguro" onde me recolher um pouco e recuperar forças, e quando olhei ... não estava lá.
convencemo-nos que quando precisamos muito, quando nem tudo corre bem, haverá sempre alguém que sente a nossa aflição e que, mesmo sem termos pedido, aparece e estende uma mão, oferece um ombro, e diz as palavras mágicas que fazem sumir em menos de nada os probleminhas tolos, as inseguranças, a solidão... mas nem sempre é assim. às vezes tornamo-nos tão pequenos, tão insignificantes perante as inúmeras voltas da vida, que ficamos como que invisiveis... mesmo aos olhos daquelas pessoas para quem achamos que seremos sempre prioridades.
hoje precisei de ouvir uma voz "amiga" que não chegou, mesmo tendo hora marcada para ligar; precisei de um "colo" confortável onde me aninhar, um "porto seguro" onde me recolher um pouco e recuperar forças, e quando olhei ... não estava lá.
convencemo-nos que quando precisamos muito, quando nem tudo corre bem, haverá sempre alguém que sente a nossa aflição e que, mesmo sem termos pedido, aparece e estende uma mão, oferece um ombro, e diz as palavras mágicas que fazem sumir em menos de nada os probleminhas tolos, as inseguranças, a solidão... mas nem sempre é assim. às vezes tornamo-nos tão pequenos, tão insignificantes perante as inúmeras voltas da vida, que ficamos como que invisiveis... mesmo aos olhos daquelas pessoas para quem achamos que seremos sempre prioridades.
segunda-feira, junho 05, 2006

nos últimos dias várias pessoas me enviaram este excerto. Podia tê-lo tratado como a todas as outras mensagens recorrentes que recebo... mas esta tocou-me. neste momento da minha vida em que me sinto algo perdida, em que sei que a Vida me deu muito de bom mas que não me sinto satisfeita com o que tenho, muito menos comigo mesma... este texto toca bem fundo.
eu acredito que somos plenamente responsáveis pela gestão da nossa VIDA, somos nós próprios os seus construtores e também os seus "melhores" demolidores com a nossa permanente insegurança, com os medos, com o receio de que alguém olhe para nós por mais do que um mero instante e veja para além da personagem que tanto nos custa manter.
sexta-feira, junho 02, 2006
é sempre complicado começar...
o que hei-de dizer?
será a minha vida tão interessante que justifique ter um blog...
mas no fundo não se trata puramente de escrever para outros lerem... é mais para "despejar" pensamentos, opiniões, desejos... dizer asneiras sem a eterna critica...
hoje, eu gostaria simplesmente de ser capaz de começar de novo.
Tenho um novo visual, ao qual ainda não me habituei, e que é uma espécie de externalização do que sinto... se hoje olho ao espelho e não me reconheço, se não me sinto totalmente à vontade com a minha imagem, já faz muito tempo que sinto viver num "corpo" desajeitado no qual eu própria não encaixo bem. que ideia estranha! não encaixar bem no próprio "eu".
bem dizia a mamã que a ver as coisas como as vejo tem de ser muito dificil viver! e não é?
Nada é exectamente o que se pensa e as coisas nunca acontecem como se imaginou, fica-se sempre um pouquinho aquém ... falta sempre o tal Danoninho, um bocadinho "assim" que faz toda a diferença. as conquistas nunca são completas.
Se noutros dias a maior vontade é parar, sentar no chão, chorar e esperar que passe... que a vida avance e se esqueça de me levar, que me dê tempo para procurar o que quer que seja que perdi lá mais atrás no caminho, e que me impede de pertencer ao grupo dos "fantásticos" - aqueles que são o que sempre quiseram ser, e que todos acham que eles deveriam ser, os que são aceites por mais calinadas que façam, os sociais e sociáveis... Hoje acho que gostaria de começar de novo. Sorrir mais, dizer as palavras certas nos momentos certos, ser e sentir-me adequada neste teatrinho.
o que hei-de dizer?
será a minha vida tão interessante que justifique ter um blog...
mas no fundo não se trata puramente de escrever para outros lerem... é mais para "despejar" pensamentos, opiniões, desejos... dizer asneiras sem a eterna critica...
hoje, eu gostaria simplesmente de ser capaz de começar de novo.
Tenho um novo visual, ao qual ainda não me habituei, e que é uma espécie de externalização do que sinto... se hoje olho ao espelho e não me reconheço, se não me sinto totalmente à vontade com a minha imagem, já faz muito tempo que sinto viver num "corpo" desajeitado no qual eu própria não encaixo bem. que ideia estranha! não encaixar bem no próprio "eu".
bem dizia a mamã que a ver as coisas como as vejo tem de ser muito dificil viver! e não é?
Nada é exectamente o que se pensa e as coisas nunca acontecem como se imaginou, fica-se sempre um pouquinho aquém ... falta sempre o tal Danoninho, um bocadinho "assim" que faz toda a diferença. as conquistas nunca são completas.
Se noutros dias a maior vontade é parar, sentar no chão, chorar e esperar que passe... que a vida avance e se esqueça de me levar, que me dê tempo para procurar o que quer que seja que perdi lá mais atrás no caminho, e que me impede de pertencer ao grupo dos "fantásticos" - aqueles que são o que sempre quiseram ser, e que todos acham que eles deveriam ser, os que são aceites por mais calinadas que façam, os sociais e sociáveis... Hoje acho que gostaria de começar de novo. Sorrir mais, dizer as palavras certas nos momentos certos, ser e sentir-me adequada neste teatrinho.
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